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O passo a passo para a implementação do gerenciamento de risco no transporte de carga

Quando falamos de gerenciamento de risco, várias dúvidas podem surgir. Como aplicá-lo? Qual a sua necessidade? Por que tantas regras restritivas? Mas a verdade é que, para que possamos fazer um bom uso do gerenciamento de risco, é preciso entendê-lo e, mais, saber os motivos pelo qual a seguradora é tão específica na hora de definir estas regras na apólice.

Para entender melhor como funciona o gerenciamento de risco e como aplicá-lo da melhor maneira possível na sua operação de transporte, vamos abordar alguns pontos importantes que devem ser lembrados na hora de analisar o seu plano de gerenciamento de risco.

O primeiro deles é exatamente o que é gerenciamento de risco.

O que é gerenciamento de risco

Toda vez que tentamos aplicar algum conceito ou mesmo entender a sua motivação sem saber exatamente o que é este conceito, nos deparamos com diversas dificuldades de compreensão sobre aquilo de que estamos tratando.

No gerenciamento de risco não é diferente, primeiro precisamos entender exatamente do que se trata gerenciar um risco em uma operação de transporte para depois conseguir aplicá-lo a nossa realidade.

Por gerenciamento de risco entende-se as medidas para evitar ou minimizar um prejuízo decorrente de algum evento do qual o segurado não tem o controle.

São exemplos deste tipo de eventos os sinistros decorrentes de roubo, furto e acidentes rodoviários.

Quando criamos um plano de gerenciamento de risco, ou mesmo quando cumprimos o plano estabelecido pela seguradora, tentamos nos precaver destes eventos.

Por exemplo, se identificarmos que durante a operação de transporte a carga irá trafegar em um ponto onde a incidência de roubo e furto é alta, uma boa medida de gerenciamento de risco é rastrear e monitorar todas as cargas que trafegarem por aquele ponto. O mesmo se aplica quando falamos de cargas que têm um alto grau de interesse para quadrilhas especializadas em roubo.

Quando falamos, por exemplo, de trechos onde a malha rodoviária apresenta muitas irregularidades, uma boa medida de gerenciamento de risco para evitar acidentes rodoviários é somente utilizar veículos mais novos. Através da tecnologia que estes veículos possuem, o risco de um acidente diminui, mesmo quando o veículo passa por uma irregularidade da pista como um buraco. Com essas medidas, a chance do motorista perder o controle do veículo e colidir com outro, ou mesmo tombar, é menor.

Portanto, devemos estabelecer que o gerenciamento de risco nada mais é que um plano de ação para evitar sinistros futuros, decorrentes dos riscos da atividade de transporte.

Riscos da atividade de transporte

Toda atividade, desde as mais simples até a mais complexa, possui riscos.

Para exemplificar isso, imagine que você decida ir até um parque praticar corrida. Todos as etapas, desde a sua saída de casa, até a volta, terão algum tipo de risco. No caminho para o parque você pode ser assaltado ou sofrer um acidente atravessando a rua. Já no parque, durante a corrida, você pode tropeçar e se machucar. Na volta para casa, distraído, você pode deixar seus pertences cair e não perceber. Todos estes riscos estão sempre nos cercando, alguns com mais probabilidade de acontecer, outros menos.

No transporte de cargas esta mesma dinâmica acontece, mas com riscos característicos dessa atividade.

Disparado em primeiro lugar de preocupação dos agentes logísticos, o roubo e furto de mercadorias, é um dos riscos mais preocupantes. Isso porque, quando concretizado, ou seja, quando a carga é efetivamente roubada ou furtada, todo o valor daquela entrega é perdido. Por isso, contar com um gerenciamento de risco é fator fundamental para proteger a operação logística deste tipo de risco.

Mas não somente o roubo é um risco durante a operação de transporte de cargas. Os acidentes rodoviários também são muito comuns e devem ser alvo da atenção os responsáveis pela operação de transporte de carga. Um evento como um tombamento pode significar um alto custo de recuperação da carga e do veículo, impactando no preço do frete e na competitividade da transportadora.

Outros riscos também podem ser alvo do gerenciamento de risco, como o risco de avarias durante o transporte ou mesmo o risco de atraso na entrega da mercadoria que está sendo transportada. Todos estes exemplos impactam financeiramente na operação de transporte e devem ser contemplados em um bom plano de gerenciamento de risco. Contudo, nem todos eles podem ser amparados por um seguro, como é o caso do atraso da entrega, por isso, quando elaborado o plano que vai estar na apólice de seguro transporte, a seguradora foca somente nos riscos ali cobertos.

Etapas do gerenciamento de risco

Para a implantação de um bom plano de gerenciamento de risco é preciso cumprir algumas etapas.

A primeira delas é analisar se o plano de gerenciamento de risco atende efetivamente aos riscos da operação que se pretende proteger.

Para isso, é preciso ler atentamente todas as regras constantes na apólice e analisar se estas regras são efetivamente úteis para a operação que esta sendo segurada.

Após esta análise, é preciso escolher as tecnologias e gerenciadoras de risco que serão aplicadas na operação. Vale lembrar que cada seguradora possui uma lista de tecnologias e gerenciadoras autorizadas e que algumas delas possuem especialidades como produtos congelados ou operações de e-commerce. Vale escolher aquela que tem a maior expertise na área de atuação da sua operação de transporte.

Uma vez escolhidas as prestadoras de serviço, é preciso acompanhar se as regras da apólice estão sendo cumpridas, para isso, invista em treinamentos e reciclagens com sua equipe responsável pelo gerenciamento de risco, assim você terá certeza de que todos estão sempre atualizados das regras e procedimentos necessários para garantir a segurança da carga e o cumprimento das regras da apólice.

Gerenciamento de risco pode ser um grande aliado da operação de transporte, pois além de proteger a carga, ainda ajuda a garantir a segurança das pessoas envolvidas e a eficiência da operação logística. Para conhecer mais sobre a importância do Seguro de Transporte no Gerenciamento de Risco, clique aqui e acesse um artigo exclusivo.

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