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Gerenciamento de Risco no transporte de carga: o que você precisa saber

Uma das cláusulas mais discutidas em todo seguro de transporte é a de gerenciamento de risco. Além de ser um dos principais pontos de debate, é também um dos que mais onera o segurado, ou seja, que mais representa custos para a operação de transporte, não sendo raros os casos em que o custo com o gerenciamento de risco é até superior ao custo do próprio seguro.

Como contornar as dificuldades impostas pelo gerenciamento de risco e torná-lo um fator positivo, não só para a atividade logística como também para a sustentabilidade da relação entre segurado e seguradora?

Simples. Precisamos conhecer o que efetivamente é um gerenciamento de risco, quais os riscos que ele visa diminuir e como aplicá-lo de maneira saudável. Vamos lá?

O que é um Gerenciamento de Risco

Quando falamos de gerenciamento de risco é preciso entender que é uma medida utilizada para diminuir a probabilidade da ocorrência de um evento que possa causar prejuízo ou mesmo amenizar as consequências desse prejuízo.

Vale lembrar que gerenciamento de risco não é aplicado somente nas operações logísticas e, muito menos, somente nas operações de transporte.

Nos dias atuais, a cadeia logística é extremamente complexa, e diversos fatores podem gerar um impacto negativo.

Com prazos muitos mais apertados para o cumprimento das tarefas nessa cadeia, torna-se cada vez mais importante evitar contratempos que possam gerar atrasos na circulação das mercadorias.

Lembre-se que a logística perfeita entrega a totalidade da carga no tempo exato que ela deveria ser entregue.

A tecnologia contribuiu e continua contribuindo muito para a eficiência dessa operação, mas ainda existem obstáculos a serem superados, e é nesse ponto que entra o gerenciamento de risco para as operações de transporte.

Gerenciamento de risco é, antes de tudo, o mapeamento dos riscos inerentes àquela operação, ou seja, os eventos futuros que podem impactar na eficiência da operação. Além de discutir, criar e implantar ferramentas e métodos capazes de evitar esses eventos.

Por isso, um bom gerenciamento de risco não começa na escolha das ferramentas e processos que ele vai criar, mas sim na reflexão de quais eventos podem ocorrer durante a prestação do serviço e como podemos evitá-los ou minimizar seus impactos.

Um bom gerenciamento de risco tem esse objetivo bem definido, mas não definitivo, podendo ser revisitado quantas vezes for preciso e de modo sistemático, evitando assim a surpresa de novos tipos de eventos que não estavam previstos no plano original.

Um exemplo muito prático desse tipo de surpresa foi a greve dos caminhoneiros que ocorreu em 2018. Evento que poucos previram e que pegou de surpresa a maioria das empresas. Aquelas empresas que já haviam pensado que esse tipo de situação poderia acontecer estavam mais preparadas para contornar as consequências e, assim, evitar prejuízos para ela e seus clientes.

Quais são os riscos do transporte de cargas

Uma vez entendido o que é um gerenciamento de risco e como pensar sobre ele de maneira eficiente e inteligente, é preciso identificar a quais riscos específicos sua operação de transporte está sujeita.

Esses riscos são os mais variados possíveis e alguns deles podem ser resolvidos através de uma apólice de seguro. Porém é errado pensar que o seguro é um instrumento direto de gerenciamento de risco. Isso porque, quando o seguro atua, o prejuízo já ocorreu – o evento que causou o prejuízo está no passado e não pode ser evitado.

Falar de gerenciamento de risco é, primeiramente, tentar se antecipar ao evento. Portanto, evitar utilizar sua apólice.

Alguns eventos são mais comuns na operação de qualquer transporte e vale a pena pensar como evitá-los:

Roubo e Furto

Sem dúvida, esse é o evento que mais causa prejuízo quando ocorre. Devido à nossa deficiência na área de segurança pública, é comum que a circulação de cargas fique sujeita a ataque de quadrilhas especializadas.

Estes podem ocorrer tanto com o veículo em movimento como com o veículo parado, principalmente em postos de gasolina e pontos de pernoite.

Acidente rodoviário

Por acidente rodoviário podemos entender todo e qualquer tipo de evento ocorrido durante o trajeto do veículo ao seu destino.

São exemplos desses eventos: tombamento, colisão, abalroamento e capotamento. Vale lembrar que nem toda colisão é com outro veículo, e colisões com objetos são muito comuns. Vemos diversas situações nas quais os veículos colidem com pontes, viadutos, postes e equipamentos de proteção da via. Esses eventos causam uma interrupção na operação de transporte, além de perigo à vida das pessoas envolvidas.

Avarias

Esse tipo de evento acontece quando, mesmo sem a ocorrência de um acidente rodoviário, as mercadorias sofrem algum tipo de dano. São exemplos de avarias: mercadorias amassadas durante o transporte, molhadas ou quebradas. 

Quando as mercadorias são novas, esse tipo de avaria pode representar a perda de valor, causando um prejuízo que pode ser evitado.

Como aplicar as medidas de Gerenciamento de Risco

Depois de aprendermos o que é gerenciamento de risco e quais os riscos que devemos estar atentos para poder prevenir possíveis prejuízos, vamos identificar quais são as formas de aplicar o gerenciamento de risco através de medidas que sejam eficazes e também não sejam um entrave para a operação.

Entre essas medidas podemos destacar:

Rastreamento e monitoramento de operações: através de tecnologias instaladas nos veículos, é possível verificar onde o veículo se encontra e se ele está dentro da rota planejada. Assim, caso ele apresente algum comportamento suspeito, como desvio de rota ou abertura do baú em pontos não autorizados, a central de monitoramento pode intervir e evitar um roubo. 

Consulta de motoristas: um dos maiores riscos da operação logística está exatamente nas pessoas. Isso porque quadrilhas especializadas infiltram motoristas nas empresas para conseguir informações sobre as cargas mais interessantes. Empresas especializadas podem rastrear o histórico daquele motorista e certificar que ele já prestou serviço para outras empresas, dando mais segurança à operação.

Escolta: quando o risco da carga apresenta um alto interesse para quadrilhas especializadas, é comum que a seguradora solicite o acompanhamento de uma escolta armada. É fundamental contratar empresas de escolta que possuam todas as autorizações e treinamentos necessários para prestar esse serviço, para garantir a segurança de todos.

Contudo, as medidas de gerenciamento de risco não precisam ser limitadas. Treinamento e conscientização também são ferramentas importantes na hora de prevenir um sinistro.

Para saber mais sobre o tema, conheça a importância do Seguro de Transporte no Gerenciamento de Risco.

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