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Como Transportar Cargas Vivas

Em tempos de crise, é sempre importante se reinventar e procurar soluções e alternativas. Com o transportador não é diferente, e um dos ramos que tem recebido muita demanda é o de cargas vivas. Mas você sabe como transportar cargas vivas?

Antes de passar algumas dicas sobre como transportar cargas vivas, existem dois temas importantes para serem mencionados.

O primeiro é a implementação do Gerenciamento de Risco, que se for bem feita sempre trará um retorno interessante, além de evitar perdas e transtornos para você e seu cliente.

O segundo é a capacitação do motorista, outra ferramenta muito importante para você, transportador, prestar muita atenção.

Voltando ao nosso tema central, vamos compartilhar com você as principais normas e boas práticas do transporte de cargas vivas. Com certeza, essas dicas vão te ajudar a entender como transportar cargas vivas.

Dessa forma, quando seu cliente te perguntar se você sabe como transportar cargas vivas, você poderá dar uma aula sobre esse tema e não vai dar chances para seus concorrentes.

Como transportar cargas vivas?

Esse tipo de carga é conhecido como um dos mais difíceis no setor logístico, por exigir cuidado especial. Em caso de sinistro, além de um prejuízo financeiro, pode representar um sofrimento para os animais que estão sendo transportados. Por isso, é importante estar atento a detalhes que fazem muita diferença.

É muito importante que você saiba que existe uma legislação própria para esse fim, então sempre é legal pesquisar e ter conhecimento, porque, além de evitar atuações, com certeza vai te indicar como transportar cargas vivas com segurança.

É bem verdade que houve uma pressão muito grande de ambientalistas que sempre buscaram uma espécie de manual para garantir o bem-estar dos animais durante o percurso rodoviário, mas isso é totalmente compreensivo.

Quais animais podem ser transportados?

A menos que haja alguma restrição legislativa, em tese você pode transportar qualquer mercadoria, mas os mais comuns são: bois, vacas, porcos e até galinhas.

Há uma carroceria específica para transportar cargas vivas?

Essa pergunta é fácil de responder. Se a mercadoria é específica, a carroceria também precisa ser. Qual é a mais adequada? Normalmente, as carrocerias conhecidas como boiadeiras são as mais usadas. Elas possuem entradas de ar (tanto na lateral quanto no teto), para facilitar a circulação do ar, permitindo um maior conforto para os animais.

Fique atento ao bom senso, pois se os espaços forem muito grandes, além de facilitarem a fuga dos animais em caso de acidente, podem deixar os animais expostos ao sol excessivamente. 

Porém isso não impede que as cargas vivas possam ser transportadas em contêineres ou até mesmo carretas, mas é preciso se atentar à questão da lotação e do ar para a respiração dos animais.

Monitoramento

O monitoramento sempre é recomendável, independentemente da carga. Ainda mais quando se trata de carga viva, pois permite o transportador ter um controle dos animais, não somente na hora de descarregar a carga no destino.

Eu diria mais. Hoje, com a ajuda da telemetria, já é possível acompanhar a viagem e verificar como está a velocidade e as freadas do motorista.

Além de o transportador poder notar algum problema no veículo, ele pode tomar ações adequadas antes mesmo de o motorista pedir ajuda e ganhar minutos ou horas que podem ser vitais para a vida dos animais.

7 dicas úteis para transportar cargas vivas

Dicas sempre são bem-vindas, não é verdade? Ainda mais quando nos ensinam como transportar cargas vivas. Além das dicas que já comentamos anteriormente, nós vamos listar ainda mais 7 dicas para auxiliá-lo.

1) Lotação: não é recomendável que o local onde os animais são transportados tenha excesso de cargas vivas, porque, embora eles viajem de pé, é importante sobrar um espaço caso eles queiram se deitar.

2) Separe as coisas: parece óbvio, mas ainda é possível ver algumas viagens de cargas vivas junto a mercadorias secas. Essa atitude pode machucar ou até matar os animais dependendo do peso da carga.

3) Piso escorregadio: esse ponto também é muito importante e, normalmente, passa despercebido. O piso da carroceria, se for muito escorregadio, vai causar um enorme desconforto aos animais, além do risco de cair. Dessa forma, muitos transportadores utilizam serragem. Até aí sem problemas! Apenas fique atento, pois se a serragem for muito fina, pode até machucar o animal, em especial os olhos.

4) Amarras: esse recurso das amarras é muito interessante, mas alguns cuidados devem ser tomados, como o comprimento, pois se ele não tiver tamanho suficiente para o animal se movimentar, você pode acabar machucando-o. Em alguns casos, podendo até estrangular o animal. Outra coisa que deve ser evitada a todo custo é amarrar o animal pelos chifres.

5) Lesões: é muito comum acontecerem acidentes durante o embarque e desembarque dos animais, principalmente se você considerar que, durante a viagem, o animal pode ter algumas reações, por conta da viagem ou até mesmo por questões de temperatura. Dessa forma, é importante ficar atento ao comportamento do animal.

6) Planejamento: evite percorrer trechos muito extensos. Lembre-se que os animais também têm necessidades, além das medidas de segurança. Quanto mais tempo o animal passar viajando dentro do veículo transportador, maior será o risco de algo dar errado.

7) Identificação: é essencial que o veículo utilizado para transporte de carga viva possua sinalização  informando que se trata de carga viva. Além disso, é importante identificar a posição onde os animais se encontram, pois isso facilita a inspeção e a medicação, caso seja necessário.  

Agora que você já aprendeu tudo sobre como transportar cargas vivas, aprenda mais sobre o RCTR-VI: seguro internacional de cargas obrigatório

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