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Como Transportar Cargas de Valor

No transporte de cargas, temos os mais diversos tipos de mercadorias transportadas pelas estradas de nosso país. Para cada tipo de carga, temos determinadas formas de transporte, cada qual com a sua exigência e especificações, como transportar cargas de valor, com o objetivo principal de sempre garantir a satisfação de  nosso cliente.

Os transportadores procuram seu nicho de negócio e, para se destacarem em meio à concorrência, deverão ter as melhores condições para atendimento aos seus clientes com o melhor custo-benefício.

Para atender a essa demanda no transporte rodoviário e, simultaneamente, reduzirem seus riscos, as empresas têm realizado altos investimentos em seus caminhões e implementos, providenciando, inclusive, blindagem dos veículos.

A seguir, explicaremos como transportar cargas de valor.

Quais cargas são classificadas como carga de valor?

São as cargas que, entre suas particularidades:

  • Possuem alto custo agregado;
  • São de fácil revenda, pois são de grande valor para os receptadores de cargas roubadas;
  • Sua produção depende de diversos fatores, sendo que elas não serão substituídas com facilidade ou até mesmo não terão mais a mesma;
  • São de difícil rastreabilidade. 

Entre essas cargas, destacamos:

  • Ouro ou metais contendo ouro, objetos feitos de ouro, platina ou metais contendo platina, tais como irídio, ósmio, paládio, ródio ou rutênio, objetos feitos de platina, prata ou metais contendo prata;
  • Pedras preciosas – Diamantes, rubis, esmeraldas, safiras e pérolas;
  • Pedras semipreciosas – Ágata, água-marinha, ametista, berilo, granada, jacinto, jade, jaspe, ônix, opala, quartzo, topázio, turmalina e turquesa;
  • Valores em espécie (dinheiro), Vale Transporte, Vale Refeição (cartões com senhas).

A seguir, detalhamos a legislação vigente para transportar cargas de valor.

Como transportar cargas de valor

Para transportar cargas de valor, temos que ter um cuidado maior. Tudo isso dependerá de qual é o tipo, pois para cada um há uma embalagem específica. Esse transporte deverá ser realizado através de carretas baú.

Legislação 7.102/1983

Essa lei determina as normas para o funcionamento das empresas que fazem vigilância de valores. Aqui destacamos os seguintes artigos, através dos seus parágrafos e suas atribuições: 

Art. 3  Refere-se à forma de execução da vigilância ostensiva e o transporte de valores:

I – Por empresa especializada ou.

II – Pelo próprio estabelecimento financeiro, desde que faça parte de sua atividade econômica, com funcionários orgânicos, sendo devidamente aprovado em curso de formação de vigilante realizado em instituição autorizado pelo Ministério da Justiça.

Art. 10 – Que considera segurança privada as atividades desenvolvidas em prestação de serviços com essa finalidade:

I – Realizar a vigilância patrimonial das instituições financeiras e de outros estabelecimentos, públicos ou privados e a segurança de pessoas físicas;

II – Realizar o transporte de valores e garantir o transporte de qualquer outro tipo de carga.

Gerenciamento de Risco

Na realização das viagens, não esperamos eventos como roubos ou acidentes. As medidas de Gerenciamento de Risco são vitais para redução desses eventos, colaborando para que as entregas sejam realizadas sem grandes intercorrências.

Abaixo mostraremos algumas medidas para a implantação dessas regras vitais, com as melhoras práticas em como transportar cargas de valor.

Blindagem de veículos

Os roubos têm aumentado, mas como transportar cargas de valor de forma mais segura?

As empresas especializadas em transportar cargas de valor, que, entre seus veículos, utilizam blindados para transportar não somente esse tipo de carga, mas também cargas como celulares; TVs; e alimentos, como frigoríficos.

Os transportadores passaram a utilizar os veículos blindados em virtude do alto índice de roubos, principalmente na região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro.

Treinamento de motoristas

O treinamento dos motoristas é de extrema importância para que os produtos sejam entregues com sucesso em seu destino. Para isso, os motoristas devem passar por alguns treinamentos como:

  • Direção Defensiva;
  • Direção Econômica;
  • Curso de Movimentação de Operação de Produtos Perigosos (MOPP). 

O processo de seleção dos motoristas é outro item que necessita de atenção das empresas. Para atendimento às regras de sua apólice de seguros, esses motoristas precisam estar capacitados e devidamente cadastrados.

Equipamentos de rastreamento

Atualmente, temos várias tecnologias para redução do roubo de cargas, dentre as quais destacamos:

  • Tecnologias que permitem:
    • Localização dos veículos;
    • Interação com os motoristas, através de troca de mensagens;
    • Interação com os veículos, permitindo:
      • Bloqueio motor dos veículos;
      • Fechamento e abertura das portas do baú;
      • Autorização para abertura das portas do motorista e carona do veículo.
    • Blindagem dos veículos;
    • Inserção de Iscas, que são localizadores inseridos na carga que permitem a sua localização.

Escolta armada

Ferramenta de extrema importância para transportar cargas de valor, pois realiza o acompanhamento das cargas, desde a sua origem até o seu destino. 

Dessa forma, esse serviço busca a preservação da carga.

Roteirização dos veículos

A roteirização de carga é realizada com o objetivo de fazer com que as entregas sejam realizadas com o menor prazo de entrega, com o melhor custo e atendendo às regras de Gerenciamento de Risco, por exemplo, o horário em que os veículos têm permissão para rodarem nas estradas. 

Além de conciliar os horários, as transportadoras precisam gerenciar seus motoristas de acordo com as leis. 

Lei 13.103/2015

  • Disciplina a jornada de trabalho do motorista;

  • Determina que sua jornada não ultrapasse oito horas diárias;

  • É possível que a jornada seja estendida em até quatro horas diárias;

  • O tempo de direção não deve ultrapassar cinco horas seguidas;

  • O registro da jornada é de responsabilidade do empregador, sendo que este controla e registra as horas trabalhadas;

  • O motorista tem o direito de 1 hora de refeição e 11 horas de intrajornada, sendo que o período mínimo de 8 horas deve ser cumprido e as demais 3 horas podem ser fracionadas no decorrer do dia. 

Observação: independente do tipo de regime de contratação do motorista – frota, agregado ou autônomo – a lei não deve ter seu cumprimento alterado.

Como vimos, o Gerenciamento de Risco utilizado como aliado na sua operação logística lhe renderá muitos frutos, não somente em relação aos seguros, mas sim na relação de confiança junto aos seus clientes.

Seguros

O Gerenciamento de Risco é vital para a proteção das cargas, pois temos as medidas preventivas, e essas regras são utilizadas por todas as seguradoras. Por mais que pareça, a contratação de um seguro não é uma tarefa tão simples, ainda mais ao transportar cargas de valor.

Após conferir as boas práticas para o transporte de cargas, confira o passo a passo para implementar o Gerenciamento de Risco nesse transporte.

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